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Importância da presença dos Gestores na linha de frente

Há alguns dias atrás participei de uma situação interessante do ponto de vista da gestão estratégica.

Cheguei na academia do condomínio em que resido e encontrei o síndico instalando pessoalmente um tapete na academia, a minha primeira reação foi um misto de estranhar e admirar esse comportamento. No entanto, antes que eu pudesse finalizar mentalmente a análise fui interpelado por outro morador que entendeu a situação como absurda e pontuou que esse não é o papel de um síndico de condomínio.

Trago a situação para analisar do ponto de vista da Gestão Estratégica afim de destacar alguns aspectos importantes.

Concordo que a maior parte do tempo do CEO ou Diretor de uma organização deve ser utilizado em questões estratégicas tais como: Análise dos resultados da operação, Desenvolvimento de produtos e ou serviços, formação e avaliação dos gestores subordinados, revisão e melhoria dos processos de trabalho entre outras ações voltadas para a melhoria do desempenho da organização.

Ocorre que um gestor com uma agenda corretamente balanceada e metodologia de trabalho correta pode e deve envolver parte do seu tempo em questões operacionais tais como: operação de um equipamento, acompanhamento de novos colaboradores, reunião com as equipes de atendimento e suporte aos clientes, atendimento direto a alguns clientes e outras atividades da ponta da operação.

Destaco duas vantagens importantes para a gestão estratégica que advém desse comportamento. O primeiro é o aumento do comprometimento das equipes de trabalho. Todo colaborador almeja por atenção e feedback sobre o seu desempenho e nada melhor do que algum tempo de atenção do gestor ou gestores principais da organização para a satisfação desse pleito. A segunda vantagem vem dos insumos obtidos durante essas visitas que oportunizam uma melhor revisão do planejamento em curso por meio da gestão estratégica. Há algum tempo que as revisões de planejamento estratégico não se atêm ao método estático de ser revisado tão somente a cada três ou cinco anos. Hoje o normal é que ele seja revisto anualmente e em alguns setores até semestralmente.

A interação com as áreas operacionais permite aos gestores principais e, por consequência, os decisores de quais os objetivos estratégicos serão levados a diante, uma noção real dos principais obstáculos da linha de frente da organização, facilitando assim as mudanças e ajustes na fase de revisão do planejamento existente e/ou implementação de um novo planejamento estratégico.

Cuidar das áreas estratégicas é e sempre será a principal missão da direção das empresas, mas o tempo dedicado e as informações obtidas juntos as diversas áreas táticas e operacionais servem de insumo importante para a correta revisão da estratégia além de reforçar o comprometimento das equipes em razão da presença de seus líderes.

 

Por João Paulo Schaeppi

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